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20 de fev de 2017

Brasileira cria tecnologia capaz de detectar HIV uma semana após infecção

Atualmente, é preciso esperar cerca de 30 dias ­ período conhecido como "janela imunológica" ­ para que a presença do vírus seja detectável em um exame.

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Atualmente, é preciso esperar cerca de 30 dias ­ período conhecido como "janela imunológica" ­ para que a presença do vírus seja detectável em um exame.


 Biossensor é chave para melhorar eficácia dos antirretrovirais – Reprodução
Biossensor é chave para melhorar eficácia dos antirretrovirais – Reprodução
O Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha desenvolveu um biossensor capaz de detectar o HIV no organismo de uma pessoa apenas uma semana depois da infecção, afirmaram nesta quinta­feira pesquisadores do instituto.

Atualmente, é preciso esperar cerca de 30 dias ­ período conhecido como "janela imunológica" ­ para que a presença do vírus seja detectável em um exame. A nova tecnologia antecipa o diagnóstico, possibilitando o início do tratamento antirretroviral, o que é essencial para impedir a disseminação do HIV para outras pessoas

Os experimentos realizados com soro sanguíneo (líquido Este dispositivo permite que o p24 fique preso "entre as nanopartículas de ouro e as estruturas micromecânicas de silício", disse à AFP o pesquisador Javier Tamayo, do Instituto de Microeletrônica de Madri, indicando que os sinais mecânicos e ópticos que são produzidos permitem detectar o antígeno.

A nova tecnologia é capaz de detectar o antígeno em "concentrações 100.000 vezes inferiores" às dos sistemas atuais, afirmou no comunicado a brasileira Piscila Kosaka, uma das principais envolvidas no estudo.

"Isto reduz a fase indetectável depois da infecção a apenas uma semana", acrescentou ela. Segundo a instituição, a detecção precoce é um fator­chave para melhorar a eficácia dos antirretrovirais e para prevenir a propagação da doença. Com os testes atuais de quarta geração, a detecção do antígeno p24 pode ser feita apenas após três ou quatro semanas a partir da infecção, segundo o CSIC.  “O novo dispositivo permitirá obter os resultados clínicos em menos de cinco horas, no mesmo dia do exame”, afirmou Tamayo.

O biossensor "usa estruturas que são fabricadas com tecnologias bem estabelecidas em microeletrônica, o que permite sua produção em grande escala e a baixo custo", garantiu. Dois milhões e meio de pessoas são infectadas por ano no mundo pelo HIV, responsável pela Aids. O HIV­1 é o tipo mais comum e agressivo do vírus. Em 2015, 36,7 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo.

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