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16 de mar de 2017

'A Bela e a Fera': "A intenção era, sim, fazer uma princesa feminista", diz Emma Watson

Personagem gay e orçamento de US$ 300 milhões aumentam expectativa sobre o filme.

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Personagem gay e orçamento de US$ 300 milhões aumentam expectativa sobre o filme.


O projeto inicial da Disney era o de criar uma versão não musical do desenho – Reprodução
O projeto inicial da Disney era o de criar uma versão não musical do desenho – Reprodução  
Se o interesse pelo primeiro trailer, que chegou a 92 milhões de acessos no primeiro dia, se confirmar nas bilheterias, ganharão força as adaptações com atores reais de “Dumbo”, com direção de Tim Burton, e “Aladdin”, de Guy Ritchie, previstas para o ano que vem; e ainda as de “Cruella”, com Emma Stone, “O Rei Leão”, de Jon Favreau, e “A Pequena Sereia”, de Lin Manuel-Miranda, ainda sem data de estreia. As vendas antecipadas de ingressos para “A Bela e a Fera” nos EUA já mostram números superiores às reinvenções de “Cinderela”, de 2015, e de “Mogli”, no ano passado.

"O desenho permite mudanças radicais de tom que não cabem em um filme com personagens de carne e osso. Não dá para sair da comédia de Gaston (Luke Evans) e LeFou (Josh Gad) e pular imediatamente para cenas de fato assustadoras, como o ataque dos lobos, ou filosoficamente mais sérias, como as questões que atormentam a Fera (Dan Stevens). A cola que une o desenho e o meu filme é a música. Ela foi a minha guia, a responsável por levar a história para a frente", afirma Bill Condon.

Vencedor do Oscar de melhor roteiro por “Deuses e monstros”, em 1999, indicado pela direção de “Chicago”, em 2003, e responsável pela adaptação do musical “Dreamgirls Em busca de um sonho” para o cinema, Condon precisava de uma Bela capaz de cantar. O projeto inicial da Disney era o de criar uma versão não musical do desenho, para atrair também plateias masculinas. O diretor conta que a explosão de “Frozen Uma aventura congelante”, em 2013, fez o estúdio dar o braço a torcer e apostar em sua visão de uma Bela e uma Fera cantantes e dançantes.

Emma, no entanto, jamais havia cantado em público, mas o diretor não se fez de rogado: a atriz, um óbvio chamariz para crianças e adolescentes que cresceram acompanhando a sabichona charmosa de “Harry Potter”, teria de topar fazer testes de elenco. E soltar a voz nos números hoje clássicos da trilha criada por Howard Ashman e Alan Menken, hits também no musical homônimo que ficou 13 anos em cartaz na Broadway, com adaptações em 20 países, incluindo o Brasil.

"O desenho tomou forma no ano em que nasci, há vinte e seis anos, e foi importantíssimo para mim em meus anos de pré-adolescência. Sabia todas as músicas de cor. Os ensaios e o treinamento constante de voz foram tão fundamentais para mim quanto a modernização que eu e Bill Condon fizemos de uma personagem já distante da princesa tradicional dos clássicos da animação", conta a atriz inglesa nascida em Paris, quando seus pais viviam na França.

 “A Bela e a Fera” já apresentava uma protagonista mais independente, cuja paixão pelos livros e a capacidade de ver além das aparências seriam cruciais para a transformação da Fera em príncipe.

Na nova encarnação do filme, o centro da história é o mesmo, com a missão de Bela em libertar o pai (interpretado por Kevin Kline), preso no castelo de um ser assustador. Uma mágica terrível fez com que os empregados se transformassem em objetos falantes, e o conto de fadas só termina quando a Fera encontrar um amor verdadeiro.

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