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27 de mar de 2017

Governo britânico diz que criptografia do WhatsApp é inaceitável

Para autoridades de combate ao terrorismo os serviços de mensagem devem deixar de oferecer um "lugar secreto para os terroristas se comunicarem".

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Para autoridades de combate ao terrorismo os serviços de mensagem devem deixar de oferecer um "lugar secreto para os terroristas se comunicarem".


 "Precisamos ter certeza de que organizações como o WhatsApp, não fornecem um lugar para os terroristas se comunicarem – Reprodução
"Precisamos ter certeza de que organizações como o WhatsApp, não fornecem um lugar para os terroristas se comunicarem – Reprodução
A ministra do Interior do Reino Unido, Amber Rudd, fez duros ataques aos serviços de mensagens criptografadas como o WhatsApp, por impedirem que agentes de aplicação da lei tenham acesso ao conteúdo de mensagens trocadas por criminosos e terroristas. Uma demanda que tem tudo para voltar a incendiar o debate em curso em todo o mundo sobre se as empresas de tecnologia devem ou não criar backdoors para investigadores em seus serviços, como forma de contornar a criptografia usada.

A fala de Rudd foi motivada por revelações dos meios de comunicação locais de que Khalid Masood teria enviado uma mensagem criptografada momentos antes de matar quatro pessoas na semana passada, em Londres, enquanto tentava entrar no parlamento inglês.

"Precisamos ter certeza de que organizações como o WhatsApp, e muitos outras, não fornecem um lugar secreto para os terroristas se comunicarem uns com os outros", disse Rudd, durante o programa de Andrew Marr na BBC, neste domingo.

E foi dura com os proprietários dessas plataformas. "É completamente inaceitável. Não deve haver lugar para os terroristas se esconderem. Precisamos certificar-nos de que nossos serviços de inteligência terão capacidade de entrar serviços criptografados como o WhatsApp em situações como esta", afirmou Rudd.

Como o caso Apple x FBI?

A demanda de Rudd pelo acesso do governo a mensagens criptografadas em serviços como o WhatsApp é um eco de uma disputa ocorrida nos EUA, no ano passado, entre a Apple e o FBI, que pediu ajuda à empresa para desbloquear um iPhone usado por Syed Rizwan Farook, um dos terroristas envolvidos em um ataque em San Bernardino, Califórnia.

E a privacidade?

"Compelir as empresas a colocarem backdoors em serviços criptografados tornaria milhões de pessoas comuns menos seguras online", disse Jim Killock, diretor executivo do Open Rights Group, em um comunicado. "Todos confiamos na criptografia para proteger nossa capacidade de nos comunicar, comprar e usar serviços bancários com segurança".


"A verdadeira questão é se vidas poderiam ter sido salvas em Londres na semana passada se a criptografia de ponta a ponta tivesse sido banida. Todas as evidências sugerem que a resposta é não", disse à Reuters Brian Paddick, porta-voz dos assuntos internos da oposição liberal democrata e ex-vice-comissário-adjunto da Polícia Metropolitana.

Disputas no Brasil

Em pleno debate sobre a questão da privacidade e a difícil linha que separa a informação pessoal do interesse público em geral do ponto de vista das autoridades, nunca é demais lembrar que no Brasil, o Ministério da Justiça também defende que empresas estrangeiras que lidam com troca de dados entre usuários forneçam, quando necessário, dados requisitados por autoridades policiais.

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