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17 de mar de 2017

Paulo Câmara critica o sigilo de inquéritos

Para o administrador, a indefinição acaba afetando ainda mais a estabilidade e recuperação do País, em um ambiente de crise.

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Para o administrador, a indefinição acaba afetando ainda mais a estabilidade e recuperação do País, em um ambiente de crise.


O chefe do Executivo estadual afirmou que o segredo “gera um ambiente de desconfiança – Reprodução
O chefe do Executivo estadual afirmou que o segredo “gera um ambiente de desconfiança – Reprodução
O governador Paulo Câmara (PSB) criticou o clima de insegurança provocado pelo sigilo em torno dos pedidos de inquérito apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), em razão da delação premiada da empreiteira Odebrecht.

O chefe do Executivo estadual afirmou que o segredo “gera um ambiente de desconfiança desnecessário” e que é importante que o conteúdo seja divulgado. Para o administrador, a indefinição acaba afetando ainda mais a estabilidade e recuperação do País, em um ambiente de crise.

“O que a gente está vendo é um conjunto de informações que não foram oficializadas ainda. Isso gera um ambiente de desconfiança desnecessário. Estamos com o País em um momento tão difícil. São dois anos de tanta crise econômica e política que se chegou em um momento como esse que há um conjunto de ações que podem ter desdobramentos importantes para o País. Então, é importante que isso seja divulgado”, avaliou Paulo Câmara, após abertura de encontro dos secretários de Agricultura Familiar do Nordeste, na última quinta-feira (17).

Os pedidos foram apresentados na última terça-feira e o relator do processo na Corte Alta, Edson Fachin, não deu publicidade ao contéudo dos autos, intensificando a ansiedade das lideranças políticas em Brasília. O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor dos pedidos, seria favorável à liberação do contéudo.


Alguns nomes foram vazados, entre eles, ao menos seis ministros, deputados federais, senadores e ex-presidentes. Em Pernambuco, o nome do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), foi o único que saiu em listas extra-oficiais.


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