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21 de mar de 2017

Sensor, gel e roupa inseticida contra o mosquito Aedes

Inovações foram desenvolvidas por jovens cientistas. Ao todo, 346 projetos serão apresentados.

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Inovações foram desenvolvidas por jovens cientistas. Ao todo, 346 projetos serão apresentados.


 Os projetos foram selecionados por uma comissão formada por cientistas – Reprodução
Os projetos foram selecionados por uma comissão formada por cientistas – Reprodução
Inserir mais tecnologia no combate ao mosquito Aedes Aegypti foi o desafio assumido por um grupo de jovens cientistas que apresenta as suas descobertas nesta terça-feira 21 de março, em São Paulo, durante a 15ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). O mosquito Aedes Aegypti é o principal vetor das febres dengue, zika e chikungunya e também da forma urbana da febre amarela. Chegou a ser erradicado no país em 1958, mas voltou a se disseminar a partir de 1986. 

A feira anual de ciência é promovida pelo Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). Exibição dessas inovações ocorre uma grande tenda montada no estacionamento da Poli/USP, perto do metrô Tiradentes, em São Paulo. Além dos projetos relacionados ao combate ao Aedes Aegypti, serão apresentadas mais de 300 invenções feitas por estudantes secundaristas. Os projetos foram selecionados por uma comissão formada por cientistas e especialistas entre 2.100 trabalhos inscritos. 

Sensor de larvas


Um dos avanços saídos da cabeça dos estudantes secundaristas é um sensor que detecta as larvas assim que elas surgem a partir dos ovos da fêmea do mosquito Aedes Aegypti, o vetor da dengue. O mecanismo foi desenvolvido por Isabela Dadda dos Reis, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus da cidade de Osório.

Para projetar, construir e testar a nova tecnologia, a jovem cientista utilizou um microprocessador, um GPS e conexão de internet sem fio. “Ao eclodir, o ovo libera íons na água, detectados pelo sensor por meio de condutividade”, explica. Segundo Isabela, seu invento pretende auxiliar no combate ao mosquito “informatizando” a busca dos focos de Aedes. Hoje, a detecção pelos agentes de saúde ainda é feita visualmente, a olho nu.

Pó para vasos 


Outra boa sacada é a descoberta de que um pó vendido em lojas de jardinagem também pode ser bastante útil para prevenir a multiplicação do Aedes Aegypti nos pratinhos dos vasos. Em geral, o pó é misturado à terra do vaso para manter a umidade por mais tempo. Porém as estudantes Cindy Maureen Rossoni Honjo e Júlia Beatriz Vaz de Oliveira, da Escola Positivo de Curitiba, no Paraná, descobriram mais uma aplicação para o produto. Elas testaram em laboratório e viram que basta recobrir o pratinho com uma quantidade bem pequena do pó e adicionar um pouco de água.

Em cerca de 10 minutos, o pó se transforma em um gel que impede as larvas de irem para a superfície respirar, e por isso elas acabam morrendo asfixiadas, garantem as pesquisadoras do ensino médio. Menos larvas é igual a menor proliferação dos mosquitos. A substância que permite a transformação do pó em gel ao entrar em contato com a água é o poliacrilato de sódio, um polímero biodegradável. Custa cerca de R$ 25,00 o pote com 250 g. Fica a dica.

Amaciante com inseticida


Mais uma boa ideia dos estudantes é isolar e inserir o princípio ativo de repelentes de mosquito em amaciantes de roupa. Essa é a proposta dos alunos Filipe Fernandes, Luana Engelmann e Maria Eduarda Muraro, do Senai de Joinville, em Santa Catarina, para ajudar a diminuir o número de casos de doenças relacionadas à picada do Aedes aegypti. 

Os estudantes inseriram quantidades controladas do princípio ativo IR 3535 em um amaciante, usando a mesma dosagem contida nos repelentes, e lavaram peças de roupa com o composto. Em um cercado protegido por telas, colocaram os mosquitos em contato com as peças lavadas com o amaciante modificado e com as roupas que não passaram pela lavagem.

Os mosquitos procuraram se afastar das peças com o amaciante alterado, mostrando o potencial repelente da solução. Também fizeram testes de contato com a pele e constataram que não provoca alergia. Mas atenção a experiência não deve ser repetida com qualquer inseticida e de forma caseira sem orientação de especialistas. 

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