Pernambuco registra diminuição de casos de Aids em crianças


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Trabalho preventivo durante a gravidez tem evitado transmissão da mãe para o bebê.


“Além da mulher, o homem também precisa ser testado” – Reprodução
“Além da mulher, o homem também precisa ser testado” – Reprodução 
Um levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) aponta tendência de diminuição de casos de Aids em crianças menores de 5 ano. No ano de 2013, Pernambuco registrou 22 casos de Aids em menores de 5 anos. O número baixou para 16 em 2014 e para 7 em 2015.

De acordo com o Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids/Hepatites Virais), as estratégias para a prevenção da transmissão vertical do HIV (quando a criança é infectada pelo vírus durante a gestação, parto ou por meio da amamentação) têm auxiliado nesse panorama.

“Como o quantitativo de casos notificados estava abaixo do esperado, foi realizado um trabalho de busca ativa em unidades de saúde e não identificamos casos que ainda não tivessem sido notificados. Acreditamos que a descentralização da testagem rápida e a aplicação dos métodos preventivos durante o pré-natal, o parto e o pós-parto têm contribuído para que tenha ocorrido essa redução de casos em Pernambuco", afirma o coordenador do Programa Estadual de IST, François Figueiroa.

As grávidas e seus parceiros sexuais devem ser investigados para as IST durante a gestação, além de serem informados sobre as medidas de prevenção. No caso do HIV, a indicação é que o teste seja realizado na primeira consulta do pré-natal e no início do 3º trimestre, de acordo com o Ministério da Saúde (MS).

 “Com o diagnóstico precoce do HIV, a mulher pode iniciar o tratamento normalmente. Assim, é possível praticamente eliminar o risco do bebê nascer infectado”, reforça Figueiroa. 

A prevenção contra a transmissão vertical é feita por meio do diagnóstico e início do tratamento precoces, assim como a boa adesão à medicação pela gestante portadora de HIV. Já a medicação da criança começa na sala de parto, preferencialmente na primeira hora de vida.

É preciso lembrar que a mãe não poderá amamentar a criança para evitar os riscos de transmissão da doença por meio do leite materno. Por isso, o SUS fornece a fórmula láctea infantil (1º semestre) no serviço de saúde que a criança será acompanhada.

MEDIDAS PREVENTIVAS 


O coordenador do Programa de IST da SES, François Figueiroa, lembra que o ideal é que o casal faça os testes para detecção das IST antes de pensarem em engravidar. Para o caso de um dos dois ter HIV, com o acompanhamento médico, é possível orientar o melhor momento para a gravidez.

“Além da mulher, o homem também precisa ser testado, pois ele pode ter HIV ou outra IST, como a sífilis, que pode ser transmitida para a gestante e, consequentemente, para o bebê”, diz Figueiroa.

DADOS 


Desde o início das notificações de casos em crianças menores de 5 anos, em 1987, até 2015, foram registrados 442 casos. Já no público geral, com as primeiras notificações em 1983, até 2015, foram 23.399 casos, sendo 65% em homens e 35% em mulheres.

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