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5 de mai de 2017

Indicada ao Oscar, animação A Tartaruga Vermelha entra em cartaz

Contemplativo, o filme não contém falas, apenas poucas interjeições e pequenos barulhos, como o som das ondas.

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Contemplativo, o filme não contém falas, apenas poucas interjeições e pequenos barulhos, como o som das ondas.


 A animação abandona qualquer semelhança com outras obras de náufragos – Reprodução
A animação abandona qualquer semelhança com outras obras de náufragos – Reprodução
Do longínquo Robinson Crusoé (1719), na literatura, a O náufrago (2000), no cinema, a ficção explorou diversas vezes o mote de um personagem preso a uma ilha. A animação A tartaruga vermelha, esboça, nos primeiros minutos, uma nova versão da premissa clássica, ao mostrar um homem buscando saída do lugar onde está ilhado.

A trama toma rumo diferente quando o personagem nota que uma tartaruga vermelha tem sido responsável pelos sucessivos fracassos ao tentar sair da ilha. Ele constrói diversas jangadas, mas sempre que entra no mar, a embarcação é destruída por golpes que o animal dá com o casco. 

A partir desse momento, a animação abandona qualquer semelhança com outras obras de náufragos e toma rumos bem menos convencionais. Primeiro longa do diretor holandês de animações Michaël Dudok de Wit, A tartaruga vermelha tem o clima onírico de uma fábula e visual surpreendente.

Contemplativo, o filme não contém falas. O som vem de poucas interjeições e de pequenos barulhos inerentes ao ambiente, como o produzido pelas ondas. E, também, de uma trilha sonora utilizada pontualmente. Quase inteiramente desenhado à mão, exceto pela tartaruga, criada por computação, o filme tem belos e detalhados cenários. Vencedor do prêmio especial do júri na categoria Um certo olhar, em Cannes 2016, o título foi indicado ao Oscar 2017.

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