Opreço do botijão de gás subiu três vezes mais do que a inflação entre janeiro de 2017 e novembro de 2018. Item indispensável no dia a dia de milhões de brasileiros, o valor médio cobrado pelo GLP subiu em média 20,64%, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A inflação oficial, medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no período foi de 6,64%.

Reajustes

A Petrobras afirma que os reajustes do GLP vendido às distribuidoras são feitos de maneira trimestral desde janeiro deste ano. “O gás de cozinha para ser comercializado em botijões de 13 kg tem o preço de venda formado pela média das cotações dos gases butano e do propano no mercado europeu, mais uma margem de 5%”, diz.

Além desses dois produtos, a Petrobras passou a incluir no cálculo a cotação do dólar. A moeda norte-americana acumulou alta de 6,3% no segundo semestre de 2017 e mais 16,33% neste ano.

O preço do GLP vendido às distribuidoras subiu 89,3%, na comparação entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018.

O Brasil aumentou em 13,9% as importações de GLP entre janeiro e outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado. A produção do derivado nas refinarias brasileiras cresceu apenas 1,6%.

Os gastos para importar GLP cresceram 48,5% e atingiram o maior patamar para o período desde 2014: US$ 920,2 milhões. A Petrobras responde por 99,9% das importações do combustível.

“O preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora impostos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização, como distribuidores e revendedores”, acrescenta a companhia.