A insônia deixava as células do cérebro e a comunicação entre os neurônios mais lentas – Foto: Reprodução

A insônia deixava as células do cérebro e a comunicação entre os neurônios mais lentas – Foto: Reprodução

Apenas uma noite mal dormida já é capaz de gerar efeitos que duram o dia todo, como estresse, dor de cabeça e cansaço. Um estudo publicado no periódico científico Nature descobriu também que os problemas causados pelos problemas do sono podem ser comparados à embriaguez. Entenda:

Sono e embriaguez causam efeitos parecidos

A pesquisa realizada por cientistas de universidades norte-americanas e israelenses analisou 12 pessoas com epilepsia, condição caracterizada por distúrbios cerebrais que causam convulsões.

Cada uma teve a frequência e origem de suas convulsões registradas por eletrodos no cérebro. Ainda por cima, os participantes foram privados de sono, o que induziu mais convulsões.

Então, a amostragem foi submetida a uma tarefa de categorização de imagens enquanto os cientistas avaliavam a atividade do lobo temporal, que é a estrutura responsável pelo gerenciamento de memória e reconhecimento visual. Além disso, os pacientes passaram por uma noite de privação completa de sono com o intuito de engatar um episódio convulsivo.

Sono prejudica células e impulsos nervosos

Ainda são necessários novos estudos para confirmar a tese – Foto: Reprodução

Ainda são necessários novos estudos para confirmar a tese – Foto: Reprodução

Como resultado, foi notado que a tarefa se tornava mais difícil conforme o cansaço e o sono avançavam.

A análise da atividade cerebral mostrou que a insônia deixava as células do cérebro e a comunicação entre os neurônios mais lentas, prejudicando a codificação de informações e o processamento de estímulos da visão em quadro parecido com os dos efeito do álcool sobre o cérebro.

Regiões do cérebro se desligam

Também foi constatado que algumas regiões do cérebro ficam inativas mesmo com a pessoa acordada, o que causa lapsos mentais que prejudicam as atividades rotineiras.

Ainda são necessários novos estudos para confirmar a tese de que o sono é semelhante aos efeitos do álcool e ainda determinar se as alterações são tão perigosas quanto, como no caso de um motorista embriagado e de um sonolento.

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