Dois meninos doentes tiraram o foco de duas coisas importantíssimas para o país, matando pessoas inocentes.  Não adianta relativizar e tentar fazer uso político do atentado dizendo que a culpa é do porte de armas, ou que a culpa é de games violentos, ou até mesmo do jogo Free Fire, porque não é.

Um revólver velho e raspado, uma besta e uma machadinha não se enquadram no Estatuto do Desarmamento, para o qual a maioria da população votou contra.

A culpa pelo atentado é da sociedade e do Estado doente, que não cuida de seus filhos. Os dois assassinos fazem parte dos 9% da população de Suzano (segundo informou a reportagem da Globo) que é chamada de geração

 “Nem, nem”.  

Nem estuda, nem trabalha. Esse porcentual deve ser semelhante para o Brasil todo. E esse grupo de jovens perdidos não estuda nem trabalha, provavelmente porque faz uso de drogas. Isso quase sempre é causa e efeito. Provavelmente fizeram uso de álcool e de maconha. A maconha desenvolve esquizofrenia, diagnóstico provável dos dois.

E também não adianta resumir a paranoia dos dois ao uso de videogames violentos. Se fosse assim, todos os jovens do mundo que jogam sairiam por aí matando todo mundo. Os videogames estão, ao contrário, sendo muito utilizados para desenvolver a inteligência, fazer treinamentos e até procedimentos médicos mais precisos.

O que acontece é que um psicótico se sente estimulado a colocar em prática seus delírios e alucinações quando assiste a várias coisas: videogames, filmes e o próprio noticiário da TV sobre os mais de 60 mil homicídios por ano cometidos no Brasil. Ou sobre a impunidade reinante frente ao crime com as mais variadas formas.

Veja a seguir um vídeo sobre o caso. Reflita!

Com informações do Gauchazh Opinião

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Dena Santos

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