O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender na entrada do Palácio da Alvorada no final da tarde desta quinta-feira (7) a reabertura dos comércios e pediu uma retomada gradual, mas da maneira mais rápida possível das atividades econômicas.

 “Eu não estou fechando nada, nem estou dizendo que governador está certo ou errado. Mas estou fazendo o possível para o comércio voltar à normalidade, hoje eu estive reunido com empresários que representam 45% do PIB, representam 30 milhões de empregos. Eles falando que estão caminhando para o colapso, ou seja, demissão em massa e economia que não se recupera mais. Vem o caos no Brasil, pessoal desempregado com problema de abastecimento que pode acontecer. Não estou dizendo que vai acontecer também, pode acontecer. A gente não sabe onde essa situação vai chegar”, disse.

E completou: “Quem tem dinheiro, tem poupança fica em casa, mas a maioria esmagadora da população brasileira não tem como ficar em casa. Estou vendo medidas de autoridades para multar quem está na rua. O cara não tem onde cair morto e quer multar. Se o povo não voltar a trabalhar teremos um caos”.

Bolsonaro seguiu falando sobre o número de desempregados por conta da crise do covid-19 no país. “Se aproxima de 10 milhões de pessoas que perderam o emprego de carteira. Os informais e autônomos, já perderam 80% do poder aquisitivo e alguns foram para zero. Sobrevivem grande parte do auxílio emergencial, tem mais dois meses e depois acaba. Não é fabricar dinheiro, isso nao existe, fabricar dinheiro é caos, inflação, é miséria, é o fim do Brasil”, declarou.

Segundo o presidente, é necessário que a população volte a trabalhar para girar a economia. “A melhor medida pra tomar é sair o mais rápido possível da situação onde nos encontramos. Agora, precisa-se abrir o comércio. O povo tem que voltar a trabalhar. Há 60 dias eu falo isso e sou massacrado. ‘Ah, o cara tá preocupado com a economia e não está dando bola para a vida’. ‘Ah, economia recupera, vida não’. Chega um ponto em que você não recupera a economia. E sem a economia, a sua vida também vai para o espaço”, concluiu.