O carboidrato é um macronutriente essencial, com capacidade de gerar energia para que o corpo funcione bem. As principais fontes são as raízes, os grãos e os cereais integrais. A falta de informação, e o mito sugerido por algumas dietas, fazem dele o “vilão” que deve ser cortado da alimentação. Mas isso não é recomendado. Qualquer que seja a dieta deve ter indicação e acompanhamento médico e nutricional para evitar riscos para a saúde.

Assim como outros nutrientes essenciais, como proteínas, vitaminas e minerais, o carboidrato não pode ser cortado, a não ser por cuidados médicos com a ingestão em excesso, como no caso da diabetes, mas nem assim é excluído da dieta.

A estratégia da Contagem dos Carboidratos já é recomendada para a diabetes tipo 1, e pode ser utilizada também para a diabetes tipo 2.

O que acontece quando se corta o carboidrato

Com a falta do carboidrato o corpo começa a tirar a energia de outros nutrientes, como as proteínas, por exemplo, que estão no organismo para construir e regenerar os músculos – e isso pode causar debilidade muscular.

Além disso, outros problemas podem ocorrer quando se corta o carboidrato:

• Prejudica a função cerebral, uma vez que estimula a energia vital do sistema nervoso;
• Fagida;
• Dor de cabeça e tonturas;
• Baixa concentração;
• Prejudica o colesterol (em função do aumento na ingestão de gorduras de proteínas como carnes e laticínios);
• Alterações de humor; ansiedade, angústia e até depressão.


Para não ganhar peso

O segredo para o controle de peso está em evitar, ou diminuir, os carboidratos simples e substituí-los pelos complexos, que se transformam em menos gordura e são excelentes fontes de fibras e vitaminas:

O carboidrato simples é digerido rapidamente pelo organismo, gerando um pico de glicemia e, em seguida, de insulina, o que faz com que o corpo retire o excesso de carboidrato da circulação e armazene em forma de gordura, favorecendo o ganho de peso e aumentando o nível de açúcar no sangue.

São carboidratos simples (alto índice glicêmico): mel, açúcar refinado, pão branco, macarrão, refrigerante, geleia de frutas, balas, chocolates, arroz branco, biscoitos, pipoca, melancia, uva passa, dentre outros.

O carboidrato complexo está presente em alimentos ricos em outros nutrientes e fibras, o que promove digestão e absorção da glicose de forma mais lenta. Com isso, o corpo pode ir usando esse alimento como fonte de energia por um longo período, sem ter que converter qualquer excesso em gordura.

São carboidratos complexos (baixo índice glicêmico): alimentos integrais e vegetais ricos em amido como a batata-doce, o milho, o aipim, o inhame, as sementes e os cereais integrais.

Algumas verdades e mentiras sobre o carboidrato

Carboidratos não são saudáveis
Falso
. Carboidratos são essenciais para fornecer energia e manter o corpo funcionando.  Portanto, uma alimentação balanceada inclui a ingestão de carboidratos nas refeições.

Carboidratos engordam
Falso. Não é a ingestão de carboidratos que causa ganho de peso. O que engorda é ingestão calórica maior do que gasto calórico.

Farinha branca e açúcar – excesso é prejudicial
Verdade.
 A farinha branca é refinada e tem baixo teor de fibras, por isso disputa com o açúcar refinado o título de carboidrato que, em excesso, prejudica a saúde. Estes alimentos conferem poucos nutrientes ao nosso corpo, e o açúcar possui uma absorção rápida que pode levar ao aumento da glicemia.

Comer carboidrato à noite engorda
Parcialmente verdade
. A preocupação com a refeição após as 19h deve ser com a quantidade de calorias a ser ingerida, e não apenas com o nutriente. Qualquer refeição em excesso pode levar ao ganho de peso.

Alimentos integrais também engordam
Verdade
. Apesar de serem mais recomendados, também precisam ser controlados para que não haja excesso. Mesmo sendo mais saudáveis, e com muito mais fibras do que os refinados, os carboidratos integrais apresentam praticamente as mesmas calorias que suas versões refinadas.

Carboidratos ajudam no ganho de massa magra
Verdade
. Os carboidratos, antes e após o treino, são fundamentais para o aumento muscular. Antes, fornece energia para encarar as atividades sem fadiga, mantendo um bom desempenho. Depois, repõe as energias do corpo e o glicogênio muscular, que é a reserva energética do músculo.

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