Dos 1.609 testes rápidos feitos apenas no Carnaval deste ano, 19 deram positivo para HIV e 150 para sífilis; cerca de 11% positivados

Casos referentes à sífilis vêm crescendo em Pernambuco ano após ano. Entre 2015 e 2017, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), os registros da doença tiveram um crescimento de cerca de 150%. Em 2015, houve 1.314 casos, em 2016 foram 2.632 e em 2017 chegaram a 3.275 casos de sífilis adquirida. 

Existem três tipos de notificação de sífilis: adquirida (público em geral), congênita (passada da mãe para o bebê durante a gestação) e em gestantes.

Durante o Carnaval, normalmente, há um aumento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Somente no período da festividade, no ano anterior o Recife registrou 1.466 testes rápidos. Dos quais foram positivados 28 testes rápidos para HIV e 156 para sífilis.

No Carnaval deste ano os testes rápidos foram feitos em dois polos de testagem, Polo Arsenal e Polo Ibura. Dos 1.609 testes, 19 deram positivo para HIV e 150 para sífilis. Ou seja, para cada dez pessoas que fizeram o teste, uma deu positivo (11,1%).

Em Olinda o posto volante de testagem ficou na Praça do Carmo, ao lado dos Correios e fez 1.334 testes rápido, o que representa um aumento de cerca de 30% na procura, em relação a 2018, com 942 testes.

De acordo com o infectologista Diego Guedes do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) o tratamento da infecção é feito com a penicilina. “A sífilis tem transmissão em grande maioria das vezes por meio do sexo desprotegido. Se não houver tratamento, pode se manifestar por uma infecção no sistema nervoso  neurosífilis – ou até mesmo causar lesões nos olhos, coração e nos ossos”.

Os exames são feitos por meio dos testes rápidos, e os resultados são emitidos em 30 minutos e entregues aos usuários individualmente. O paciente já sai com encaminhamento para fazer o tratamento em uma unidade de referência. Diego ainda ressalta que em caso de suspeita de sífilis, a pessoa deve procurar atendimento médico e realizar o exame para “tratar o mais breve possível”. De forma geral, a dosagem para combater a doença é semanal, feita durante três semanas. Mas pode ser aplicada em uma dose única, a depender do caso.

Para ajudar no combate das ISTs somente entre janeiro e fevereiro de 2019, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram disponibilizados mais de 4,5 milhões de camisinhas e 268 mil géis lubrificantes para todos os municípios pernambucanos. Segundo a SES, o tratamento é disponibilizado de forma gratuita nos postos de saúde.

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Dena Santos

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