O Ministério da Cidadania tem a intenção de acelerar a mudança do Bolsa Família para ganhar tempo e tentar acabar com a pressão por uma nova parcela de pagamento do auxílio emergencial. Para isso, o Ministério da Economia tem sugestões de especialistas e outros setores para fazer a reformulação do programa criado para auxiliar as famílias durante a pandemia do novo coronavírus. A intenção do governo é colocar o foco na concessão do auxílio e reduzir o custo.

A equipe econômica do governo de Bolsonaro não pretende ceder à pressão por mais uma parcela do auxílio. O debate sobre uma nova parcela do programa foi muito presente nas campanhas dos candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O tema foi centro até mesmo da campanha de candidatos apoiados pelo governo: Arthur Lira (PP-AL), na Câmara, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no Senado. A eleição acontece hoje (01).

A equipe do ministro Paulo Guedes argumenta que é necessário esperar mais tempo para pagar mais uma parcela do auxílio emergencial. O governo considera que a extensão do auxílio é quase certa, por causa do agravamento da pandemia. Apesar disso, na última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que uma nova parcela do auxílio emergencial “quebraria” o país.

Fonte da área econômica contou ao UOL que o mercado financeiro já está assimilando uma nova parcela do auxílio. O mercado estava resistente à ideia de uma nova parcela, com receio do governo se endividar ainda mais. O dilema agora é fazer o governo ter as rédeas e fazer com que o Congresso não faça uma concessão ainda maior.

Onyx Lorenzoni, ministro da Cidadania, afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes que o novo Bolsa Família está com desenho pronto e pode ser lançado essa semana.

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Dena Santos

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