Estudo indica que pacientes com a subvariante têm 33% mais chances de infectar outras pessoas, em comparação com a BA.1

Uma subvariante ainda mais contagiosa da Ômicron foi identificada no Brasil, pela primeira vez, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A BA.2 é até 33% mais transmissível do que a versão original BA.1 e tem maior capacidade de infectar pessoas já vacinadas contra a covid-19, de acordo com estudos realizados em outros países. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4).

Dados sobre a nova variante estão no último relatório da Rede Genômica, que congrega os laboratórios da Fiocruz que fazem sequenciamento genético. A BA.2 foi encontrada entre 3.739 amostras do vírus recolhidas no período entre 14 e 27 de janeiro.

Segundo o documento da Fiocruz, a variante Ômicron correspondeu a 95,9% dos genomas sequenciados em janeiro de 2022 no Brasil e foi encontrada em todas as regiões do país. Em dezembro, a taxa era de 39,4%.

Recorde de infecções

O Brasil vive uma nova onda de infecções pela Covid-19. Nesta quinta-feira (3), o país bateu um novo recorde da doença com 298.408 casos. Foram 1.041 óbitos em um dia – a última vez que o número esteve tão alto foi em agosto de 2021. A média móvel semanal de mortes subiu a 702, e a de casos em 189.526.

Desde o início da pandemia, já foram 630 mil vidas perdidas em decorrência do novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal contra a doença no país está em 91,9% para brasileiros acima de 12 anos com a primeira dose, e 85,6% já apresenta o esquema vacinal completo.

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