O Papa Francisco reconheceu no sábado, 6, um milagre que teria ocorrido por intercessão do padre brasileiro Donizetti Tavares de Lima. Com a decisão, o sacerdote será beatificado, de acordo com informações da comunicação do Vaticano. O processo foi aberto em 1992, segundo a Arquidiocese de São Paulo.

A decisão foi anunciada durante audiência da Congregação das Causas do Santos. No evento, o papa ainda reconheceu as “virtudes heróicas” de frei Damiãon de Bozzano (italiano radicado no Brasil) e do paulista Nelsinho Santana. Com a condição, eles passam a ser condiderados “veneráveis” pela Igreja Católica.

O padre Donizetti nasceu em 3 de janeiro de 1882 em Cássia (MG). Durante o sacerdócio, realizou diversas obras sociais em Tambaú, município do interior de São Paulo, onde viveu por 35 anos e morreu em 16 de junho de 1961.

Dentro os trabalhos sociais que realizou, estão a fundação do Asilo São Vicente de Paulo e da Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Tambaú. Criou também a Congregação Mariana, a Irmandade das Filhas de Maria e o Círculo Operário Tambauense.

Segundo o Vaticano, o padre era devoto de Nossa Senhora Aparecida e, em vida, já seria ligado a “sinais milagrosos”. “Exerceu seu sacerdócio como Jesus, a serviço dos pobres, dos marginalizados e doentes. Viveu de maneira simples e humilde, sempre à disposição do povo”, diz texto divulgado pela Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

Papa reconhece milagre e vai beatificar padre mineiro

Também reconhecido pelo papa, Frei Damião nasceu em Bozzano, na Itália, em 5 de novembro de 1898, e morreu no Recife, em 31 de maio de 1997. Ele foi da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. O frade chegou ao Brasil em 1931, onde se dedicou “às populações mais pobres do país e às Santas Missões”, diz o Vaticano.

Já Nelsinho Santana nasceu em Ibitanga, também no interior paulista, em 31 de julho de 1955. Ele morreu em Araraquara (SP) em 24 de dezembro de 1964, aos 9 anos, em decorrência de um câncer no braço.

De acordo com o Vaticano, o menino “praticamente morou” no hospital entre os 7 e 9 anos, onde fez a primeira comunhão. Naquele período, chegou a ter o braço esquerdo amputado.

“Ele mesmo anunciou a sua morte previamente. O lugar onde Nelsinho foi enterrado, com o passar do tempo, tornou-se alvo de muitas visitas por graças alcanças atribuídas a ele”, afirma texto da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé.

Além dos brasileiros, o papa reconheceu outros cinco “veneráveis”. São eles: sacerdote italiano Carlo Cavina, morto em 1880; Raffaele de Sant’Elia a Pianisi, sacerdote italiano falecido em 1901; Vittorino Nymphas Arnaud Pagés, nascido na França e ligado ao Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs; Consolata Betrone, monja italiana morta em 1946; e Gaetana Tolomeo, italiana morta em 1997.

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Dena Santos

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