Como era a vida das crianças enviadas pelo correio no século passado?

Como era a vida das crianças enviadas pelo correio no século passado?

Gente, vamos falar de coisa séria, mas de teor cômico? É o seguinte: todo mundo já quis enviar algo pelo correio, mas ficou em dúvida porque não sabia se era possível, não é verdade? Afinal, existem algumas regras sobre o que se pode ou não enviar por meio dos correios.

É até importante essas regras existirem. Até porque, se não existissem, teríamos um monte de gente enviando substâncias explosivas ou corrosivas, entorpecentes, dinheiro, armas ou munição, e outras tantas coisas. Em suma, a lista é enorme, e não precisamos perder tempo enumerando tais itens.

Mas, antigamente, estas regras não existiam. Nesse ínterim, as pessoas enviaram de tudo, e mais um pouco, pelo correio, até crianças. E é exatamente disso que queremos falar: crianças que foram enviadas pelo correio.

As crianças

Como era a vida das crianças enviadas pelo correio no século passado?

Em síntese, o caso ocorreu em 1913. Assim mesmo, como se fossem cartas. Não acredita? Essas crianças eram enviadas para os seus destinos, em trem. Mas, claro, todas eram acompanhadas por carteiros, e com seus devidos selos, junto às suas roupas. De acordo com um jornal da época, custava, em média, cinquenta e três centavos de dólar para se enviar uma criança.

Nesse ínterim, os pais aproveitavam o serviço, por exemplo, para enviar os filhos até a casa dos avós. Basicamente, para proporcionar aquela visitinha básica. Entretanto, o serviço prestado pelo correio não durou muito. Claro, com notícias, acompanhadas de fotos, estampando todos os jornais, não demorou nada para criarem uma lei proibindo o envio.

Na época, de todos os casos relatados pela imprensa, um merece destaque. Por quê? Bom, simplesmente porque a história da garotinha americana May Pierstorff virou livro. A garotinha, que tinha de cinco anos quando enviada pelo pai, superava o limite de peso que o correio havia estipulado.

Por falta de regras específicas, os funcionários, em suma, aceitaram transportá-la com as outras correspondências no trem. May Pierstorff, felizmente, chegou sã e salva na casa da avó. E o pai da garotinha pagou apenas U$ 0,15.

Outras crianças e outras encomendas

Como já dissemos no início da matéria, May não foi a primeira criança dos Estados Unidos a ser enviada via correio. Antes de May, uma família do estado de Ohio enviou um bebê de 5 quilos. O envio também custou U$ 0,15. Em contrapartida, por ser um bebê, os pais fizeram um seguro. Para tal serviço, desembolsaram U$ 50,00.

Em 1915, o envio de crianças por encomenda foi definitivamente proibido. Com medo dessa moda se consagrar, os correios dos EUA resolveram editar uma norma proibindo o transporte de pessoas. Além das crianças, os cidadãos aproveitaram o serviço para enviar outras mercadorias. Olha só.

Em Nova York, entre 1897 e 1953, todas as correspondências postadas passavam por uma série de tubos pneumáticos. Em suma, a função dos tubos era separar as cartas, de acordo com seu destino. Sabe o que foi enviado nessa época, exatamente na inauguração do serviço? Um gato. Imagina esse gato passando por esse tubo? Coitado, não ri.

Acredita-se que o gato chegou bem ao seu destino. Na época, de acordo com informações publicadas pela imprensa, o bichano realizou a viagem, sem ocasionar nenhum problema. Nesse ínterim, foram enviados também uma Bíblia e um enorme pêssego falso. Gente, um pêssego falso.

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Dena Santos

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