Mais de 80% dos pais querem vacinar os filhos contra a Covid-19. É o que revela o estudo VacinaKids, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e divulgado nesta segunda-feira (17).
Segundo o Instituto, o questionário on-line teve como objetivo avaliar a intenção de pais ou responsáveis por crianças e adolescentes em vaciná-los para a prevenção do novo coronavírus a fim de compreender o posicionamento e motivações que permeiam essa tomada de decisão.
A pesquisa contou com 15.297 participantes de todo o Brasil: cerca de 70,55%, da região Sudeste; 11,13%, região Sul; 8,27%, região Nordeste; 7,6%, região Centro-Oeste; e 2,4%, região Norte.
Os dados apontam hesitação de 16,4% de pais de crianças entre 0 e 4 anos, 14,9% de pais de adolescentes e 12,8% de pais de crianças entre 5 e 11 anos. “Trazer a vacinação desse grupo contra a Covid-19 é uma oportunidade para conter o vírus, fortalecer a imunidade coletiva, aumentar a segurança do retorno escolar presencial e, o mais importante, proteger as crianças e adolescentes”, destaca a coordenadora do estudo, a pediatra e pesquisadora clínica do IFF/Fiocruz, Daniella Moore.
Embora os pais hesitantes sejam minoria, a pesquisadora esclarece que algumas crenças e pensamentos foram vistos associados com alto percentual de dúvida entre aqueles que: afirmam terem muito medo de reações adversas à vacina; subestimam a gravidade da pandemia; acreditam que quem teve Covid-19 não precisa vacinar; discordam que a vacina tornaria o retorno escolar mais seguro; acreditam que a imunidade natural é uma opção melhor de proteção do que a vacina; acreditam que a vacina precisa de mais tempo para ser considerada segura; acreditam que as crianças/adolescentes não têm nenhuma chance de ficar grave se contrair a Covid-19; preferem usar produtos naturais para aumentar a imunidade do que vacinar; acreditam que a vacina possa ter efeitos adversos a longo prazo; e acreditam que a vacina para prevenção da Covid-19 é mais segura para adultos do que para crianças.
Fonte: Diário de Pernambuco



