Dos 11 casos descartados para coronavírus em Pernambuco, três foram positivos para Influenza B e quatro para Influenza A (H1N1)

Mais um caso suspeito do novo coronavírus foi descartado em Pernambuco. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o Estado tem 11 casos descartados e quatro em investigação (um no Recife, dois em Olinda e um em Jaboatão), totalizando 15 notificações. Todos os pacientes que têm quadros clínicos sob investigação receberam atendimento hospitalar e após orientações foram encaminhados para isolamento domiciliar. Eles estão sendo monitorados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária dos municípios.

Em relação ao balanço divulgado anteriormente, houve uma nova notificação para a Covid-19, doença causada pelo novo vírus, e um dos casos em investigação foi descartado. Segundo o infectologista e chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), Demetrius Montenegro, o novo registro foi de um homem de 24 anos, que esteve na Itália e apresentou sintomas respiratórios leves. O paciente mora em Jaboatão dos Guararapes e está clinicamente bem.

Dos 11 casos descartados, três não tiveram resultado positivo para nenhum vírus respiratório, três foram positivos para Influenza B, quatro para Influenza A (H1N1) e um caso de Beta coronavírus OC43, que não tem relação com o novo vírus e não oferece tanto risco. Segundo o infectologista da Universidade de Pernambuco (UPE), Filipe Prohaska, o H1N1 é o que causa maior preocupação. “Porque é um vírus que pega extremos de idades e grávidas e de intensidade grande nestes grupos de risco. Agora, em número de casos o Influenza B é sempre maior, pois é mais comum”, disse.

Ainda conforme o especialista, entre os vírus respiratórios, o H1N1 também é o que mais traz preocupação de mortalidade pela sua gravidade. Ele destaca que a vacina é uma das aliadas no combate. Atualmente, a distribuída na rede pública é a trivalente, que combate os a Influenza A (H1N1), B e H3N2. “Veja que o temor do corona levou as pessoas a uma compra desenfreada de álcool em gel, quando na verdade essa preocupação deveria ser diária para nos protegermos destas e tantas outras doenças infecciosas que podem ser transmitidas pelas mãos”, disse.

Lei Seca

Têm circulado nas redes sociais notícias falsas dizendo que o álcool em gel, uma das formas de higienizar as mãos para evitar o contágio pelo coronavírus, seria capaz de causar falsos positivos nas abordagens da Lei Seca. Contudo, o coordenador da Lei Seca em Pernambuco, major Felipe Gondim, explica que o álcool em gel poderia influenciar apenas se fosse usado utilizado dentro de um ambiente fechado, imediatamente antes do teste ser feito.

“Fazemos o teste sempre em ambiente aberto. Convidamos o usuário a sair do veículo e se dirigir ao local onde fazemos um bafômetro. Porém, caso o condutor argumente que usou o gel momento antes, será sugerido um novo teste em 15 minutos, pois o álcool vai evaporar no ar e não vai dar positivo”, disse. O major explicou que esse mesmo procedimento é utilizado com relação aos enxaguantes bucais que contêm álcool. Com informações FolhaPE

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