De acordo com o levantamento, o preço médio do pacote de cinco quilos de arroz em fevereiro era de R$ 12,78 e em outubro passou para R$ 21,83. O consultor de comércio de varejo, Marco Quintarelli, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que fatores como a baixa produção e a alta demanda do arroz foram determinantes para alterar os preços do produto.

“A parte de consumo durante a pandemia aumentou, fez com que as pessoas dentro de casa consumissem mais, utilizassem mais o produto para a alimentação dentro de suas famílias. Então o aumento de consumo criou realmente este aumento de demanda e fez com que o consumidor tivesse um pouco mais de dificuldade de abastecimento”, afirmou.

O especialista explicou que, além da produção já ter sido mais baixa em relação ao ano passado, as reservas ficaram mais baixas porque os estoques públicos não acompanharam o aumento repentino de demanda.

Outro fator citado pelo especialista foi a variação cambial e a forte alta do dólar, que acabou afetando as importações. 

“Os maiores exportadores mundiais de arroz são os asiáticos, então isso fez com que o Brasil também precisasse de abastecimento lá de fora, e pagar em dólar é uma situação mais complicada”, disse.

O consultor de varejo destacou também que o mercado está demonstrando sinais de normalização, apesar do fato de que a dependência das importações faz com que o preço do arroz permaneça ligado à variação cambial.

“Mas o governo está incentivando a própria produção de campo, os rizicultores estão começando a investir, mas houve essa demanda e, é claro, você não faz arroz de um dia para o outro, precisa de um tempo de uns seis meses para fazer e equilibrar a safra”, completou.

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Aldenice Santos

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