O governo de Pernambuco autorizou a retomada das aulas presenciais para os alunos do 3º ano do ensino, em todo o estado. Com isso, os gestores e professores têm se preparado para uma nova rotina em sala de aula, com mais distanciamento e cuidados de higiene. Porém, para muitos pais e responsáveis este ainda é um momento de muita incerteza.

Entre as principais dúvidas é se o aluno é obrigado a voltar a sala de aula de forma imediata ou se, neste caso, os pais e responsáveis podem decidir por manter o ensino a distância como já vem ocorrendo devido a pandemia da Covid-19, mesmo para os alunos deste grupo que, em regra, não fazem parte do grupo de risco.

Segundo o advogado especialista em direito educacional Luiz Tôrres Neto, os pais podem decidir se mesmo o aluno não estando no grupo de risco deve ou não voltar a sala de aula.

“Esse é um momento em que deve existir um diálogo permanente entre os pais e responsáveis. Afinal de contas, estamos falando da saúde em meio a uma doença que já provou que também afeta aqueles que não estão no grupo de risco. Tenho acompanhado alguns gestores e muitos deles têm tomados medidas de segurança e prevenção que vão além das recomendadas pela própria OMS, e isso é uma forma de passar uma maior segurança para os pais e responsáveis”, destaca.

A volta primeiramente para os alunos concluintes do ensino a partir de outubro foi decidida após a análise de que esses estudantes não terão mais um ano escolar da educação básica, diferente das outras turmas, e, principalmente, porque esses estudantes irão em breve iniciar as maratonas de provas vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Esse é um momento crucial para os alunos que estão concluindo o ensino médio. Se os pais e responsáveis estão com dúvidas, é importante conversarem com os gestores, acompanharem a estrutura de prevenção/proteção montada pelas unidades educacionais públicas ou privadas e entenderem também como vai funcionar o processo avaliatório a partir desse novo momento. Essa volta gradual é um sinal que em outros momentos mais turmas poderão voltar as escolas”, completa, o advogado Luiz Tôrres Neto.

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Aldenice Santos

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