Imagem divulgada pela revista científica Physics of Fluids mostra que as máscaras são essenciais como medida de proteção à propagação do coronavírus, ilustrando o quanto as gotículas que saem do nosso corpo circulam e podem contaminar outras pessoas. Obrigatória em diversos lugares do mundo, as máscaras foram recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para proteger a população contra a covid-19. Em diversas cidades brasileiras, as pessoas são impedidas de entrar em estabelecimentos comerciais ou ambientes passíveis de aglomerações sem elas. Há quem ainda duvide de sua eficácia, mas pesquisas continuam mostrando sua necessidade e eficácia.

Sem as máscaras, as gotículas produzidas por nós podem viajar até 3 metros de distância, de acordo com a pesquisa. Isso é bastante perigoso, pois um paciente com o coronavírus pode facilmente transmiti-lo ao menor descuido. Com a máscara, a distância de contaminação é diminuída a poucos centímetros, reduzindo muito a chance de disseminação da doença.

Os pesquisadores conectaram a cabeça de um manequim a uma máquina de fumaça capaz de criar vapor de água e glicerina. Com isso, foi possível simular a tosse humana usando uma bomba para expelir o vapor pela boca do modelo. Para visualizar os efeitos das gotículas, foi utilizada uma espécie de folha de laser, que, em contraste com um ponteiro verde, evidenciou os efeitos esperados. 

Em seguida, os cientistas colocaram uma máscara no manequim e repetiram o processo para registrar o percurso das gotículas. A proteção, posicionada sobre o nariz e a boca do boneco, acabou deixando escapar um pouco das gotículas, mas, em escala comparativa, repeliu uma boa quantidade delas.

“As imagens usadas em nosso estudo podem ajudar a ilustrar ao público a lógica por trás das orientações de distanciamento social e recomendações para o uso de máscaras”, afirmou o professor Siddhartha Verma, principal autor do estudo, que atua na Florida Atlantic University.

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Aldenice Santos

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