Crianças e adolescentes de até 15 anos são o público-alvo da Campanha Nacional de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação. Realizada durante este mês de outubro, a força-tarefa busca aumentar os índices de vacinação em todo o território brasileiro, que, desde o ano passado, não tem atingindo metas de imunização para doenças graves. Em Pernambuco, este ano, apenas 65% das crianças que deveriam ter tomado a primeira dose do tríplice viral, que atua contra sarampo, rubéola e caxumba, foram vacinadas. O indicado pelo Ministério da Saúde é 95%.

Da próxima segunda-feira (5) até o dia 30, meninos e meninas com até 14 anos, 11 meses e 29 dias poderão levar suas cadernetas de imunização às salas de vacinação para conferir se o esquema está atualizado e se novas doses precisam ser tomadas. 

Pais ou responsáveis de crianças abaixo de 7 anos devem conferir se a caderneta está atualizada para os imunizantes BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica 10, meningocócica C, febre amarela, tríplice viral, varicela, hepatite A e DTP. Entre os 7 e 15 anos, as vacinas são contra hepatite B, febre amarela, meningocócica ACWY, HPV e varicela.

As crianças de até cinco anos ainda poderão participar da Campanha de Vacinação contra a Poliomelite, que chama a atenção para as três doses básicas em menores de 1 ano. Se o esquema básico da pólio estiver completo, quem tem entre 1 e menos de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias) deve fazer uma dose.

“Estamos vivenciando, ano a ano, queda nas coberturas vacinais mesmo tendo o maior programa público de imunização do mundo. Deixar de vacinar é quebrar um pacto social de proteção e permitir que doenças, como a poliomielite, há três décadas sem circulação no nosso País, possam voltar a acometer nossas crianças”, ressalta o secretário estadual de Saúde, André Longo. 

Ano passado, em Pernambuco, das vacinas mais importantes para o público infantil, apenas a tríplice viral e a BCG atingiram os números recomendados de aplicações. 

Crianças e adolescentes devem procurar unidades de saúde para atualizar vacinas

Brasil

Em 2019, pela primeira vez em 20 anos, o Brasil não atingiu meta em nenhuma das 12 vacinas indicadas para as crianças menores de 1 ano. A preocupação com os números continua este ano, uma vez que muitas pessoas ficaram com medo de ir às unidades de saúde por causa da pandemia do novo coronavírus. No entanto, estes espaços, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), continuam abertos e seguindo as orientações de prevenção.

“Durante esta campanha, estamos reforçando essas recomendações para que tenhamos sucesso na ação. A vacinação é um direito do povo brasileiro e um pacto coletivo para controle, eliminação e erradicação de doenças, protegendo não apenas quem recebe a dose, mas também aqueles que, por questões de saúde, não podem fazer o mesmo”, reforça a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina de Melo.

Caso a criança ou adolescente, bem como os responsáveis, apresentem sintomas da Covid-19, a orientação é que permaneçam em isolamento, buscando a atualização da caderneta apenas quando não houver mais sintomas. O tempo mínimo de isolamento, segundo a Secretaria, é de 14 dias a partir do início da sintomatologia.