A primeira semana de fevereiro é dedicada à prevenção da gravidez na adolescência. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019 mostram que, em dez anos, o número de nascidos vivos de mães com até 19 anos caiu 23,6%. A psicóloga Denise Boff, doutoranda e mestra em psicologia clínica, reforça a importância do acompanhamento familiar para evitar uma gravidez precoce. Segundo ela, a gestação na adolescência é encarada como um fato negativo em razão do perfil prevalente das meninas que engravidam nessa fase da vida é, em sua maioria, estudantes, sem profissão definida e sem independência econômica, bem como, dos seus parceiros.  

“Olhando o sujeito humano, dentro do seu contexto de formação, os adolescentes encontram-se ainda numa fase de desenvolvimento e não estão plenamente formados do ponto de vista emocional, cognitivo, com seus projetos e planos de vida estabelecidos. São importantes o apoio familiar, a instrução, a conversa, o acompanhamento e orientação do namoro, enfim, a ajuda para alcançar os projetos de vida”, enumerou a psicóloga.

Denise considera a classe socioeconômica menos favorecida a mais atingida pela gravidez inoportuna. “Todos os jovens são informados, sabem, principalmente, de dois métodos contraceptivos: a pírula e a camisinha, mas, diante da imaturidade, acham que com eles não vai acontecer. O cuidado, a proteção e o acompanhamento familiar são fundamentais nesse processo e faltam nas famílias menos favorecidas”.

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Dena Santos

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