Presidente admitiu a possibilidade de reduzir a idade mínima para as mulheres de 62 para 60 anos. Informação foi confirmada depois por líder do governo no Congresso.

Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (28/2), que cogita rever alguns pontos da proposta de reforma da Previdência, inclusive a idade mínima de aposentadoria para as mulheres, que poderia passar de 62 para 60 anos. O presidente fez a afirmação durante um café da manhã com jornalistas. Outro ponto que Bolsonaro admitiu a possibilidade de alterar é o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago para idosos e deficientes de baixa renda, e na porcentagem da pensão por morte, que poderia passar de 60% para 70%. Para o presidente, é possível “tirar alguma gordura” do texto.

Mais tarde, a possibilidade de redução da idade mínima para mulheres foi confirmada pela líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que disse ter se reunido com a equipe de Economia logo após a fala do presidente. 

“Conversei com a equipe econômica. O Congresso Nacional tem poder de mexer na reforma, mas precisa entender que, a cada mexida, corremos o risco de perder na economia (prevista para R$ 1 trilhão em 10 anos). Mas o presidente é muito sensível (…)”, afirmou. “O que (o presidente) está fazendo é mandar recado, dizer que está disposto a negociar.”

Negociações

Joice confirmou que o governo negocia emendas e cargos para viabilizar a aprovação da Proposta de Emenda à Constiuição (PEC), o que considerou um movimento “saudável”, parte do processo político.

“É saudável, desde que as emendas sejam levadas para o bem da população. Não existe chantagem”, disse, acrescentando que há boa vontade para negociar as questões envolvendo o projeto, ainda que o governo corra o risco de ver a reforma desidratar.

Ainda sobre as concessões antes da negociação de fato, Joice afirmou que “quem vai fazer articulação somos nós (líderes do governo). O presidente nos dá sinalização e nós negociamos. Tenho certeza de que o Congresso vai ter responsabilidade com a nova Previdência”, completou.

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Dena Santos

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