Presidente lançou programa que incentiva criação de escolas cívico-militares. Ele não detalhou o porquê de, na visão dele, o atual modelo de ensino gerar ‘dependência’ de programas sociais.

O presidente Jair Bolsonaro defendeu na última quinta-feira (5) a imposição das escolas cívico-militares para as pessoas não dependerem de programas sociais “até morrer”. Ele não detalhou, porém, qual seria a relação que ele vê entre o atual modelo de escolas e a “dependência” de pessoas de programas sociais.

O Distrito Federal já adota a militarização em algumas unidades de ensino, e o governador Ibaneis Rocha (MDB) participou do evento no Planalto. Bolsonaro, então, se dirigiu a Ibaneis e declarou:

“Temos aqui a presença física do nosso governador do DF, Ibaneis. Parabéns, governador, com essa proposta. Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar, não. Tem que impor.”

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), mencionado por Bolsonaro, é realizado a cada três anos e avalia o desempenho escolar de diversos países em três quesitos principais: matemática, ciências e leitura.

Modelo de adesão

Em entrevista coletiva após o lançamento do programa, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi questionado se a adesão ao modelo cívico-militar será voluntária ou imposta, como declarou Bolsonaro.

“O que está combinado é que é voluntário. Mas a demanda é tão grande dos pais, dos prefeitos, deputados, governadores, todos eles querem”, disse o ministro.

Segundo Weintraub, a palavra do presidente é a “última” dentro do governo. “Palavra do presidente é a última palavra do executivo, então, está falando. Tem muito mais demanda do que capacidade de atender no curto prazo”, declarou.

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Dena Santos

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