A vitamina D nunca esteve tão em alta quanto nos últimos meses, quando sua importância para o organismo humano foi amplamente reconhecida. Muitos animais têm a capacidade de sintetizar esse hormônio esteróide lipossolúvel através da exposição da pele à radiação ultravioleta, o popular banho de sol. 

Nos cães e gatos, porém, essa via de síntese não é eficiente. E esse nutriente também é extremamente importante para a saúde deles, com papel fundamental no reforço da imunidade e na prevenção ao câncer. 

O indicado é checar se a ingestão diária de vitamina D está dentro dos parâmetros ideais para o seu animal de estimação. E, caso necessário, fazer adaptações na dieta ou inserir um suplemento na rotina do dia a dia. 

O que a torna importante
A vitamina D é um hormônio que regula a quantidade de cálcio e fósforo no organismo, aumentando a absorção desses sais minerais no intestino. É responsável pela saúde dos ossos, além de contribuir na força muscular e ter reconhecida ação antiinflamatória. 

Duas substâncias possuem função de vitamina D: colecalciferol (vitamina D3) e ergocalciferol (vitamina D2), ocorrendo predominantemente no tecido animal e vegetal, respectivamente.

A vitamina D2, se comparada à D3, é considerada menos eficiente no organismo dos felinos. Nos cães, foi demonstrado que a vitamina D2 tem praticamente a mesma eficiência que a D3. 

“A vitamina D é importante para todo organismo, principalmente para parte imunológica e prevenção ao câncer. Mas evita e trata ainda problemas ortopédicos, neurológicos, dermatológicos e até cardíacos”, diz a veterinária Aline Brasilino.

Queridinha do momento, vitamina D também é essencial para cães e gatos

Dosando
Para saber se os níveis de vitamina D do seu pet estão dentro do ideal, é necessário que o médico veterinário que o acompanha solicite o exame de sangue específico para essa dosagem. A partir disso, o profissional poderá fazer adaptações na alimentação do animal ou prescrever uma suplementação. 

De acordo com Aline, as rações prontas normalmente contêm o nutriente. “Mas é importante fazer o exame de dosagem para saber se a quantidade está sendo suficiente”, explica. 

Os pets que consomem alimentação natural precisam fazer uso diário de suplementos contendo vitaminas e minerais, entre eles a vitamina D. “E tem alguns alimentos que são ricos nesse nutriente, como carne, peixe e vísceras, com destaque para o fígado”, diz a veterinária. 

Quando necessária a suplementação, ela pode ser feita líquida, em cápsulas ou comprimidos, à venda tanto no mercado pet quanto em farmácias humanas. Outra opção é manipular especificamente na dosagem indicada para o animal. 

Antes de sair comprando a primeira vitamina D que vir pela frente, é importante lembrar que só um médico veterinário poderá dizer a dosagem ideal para o seu pet. Até porque assim como a carência, o excesso também acarreta problemas de saúde e pode debilitar o animal. 

Equilíbrio é tudo
A deficiência de vitamina D pode aumentar os riscos de surgimento de algumas doenças, como cardiopatias, problemas renais, doenças autoimunes, hipertensão, tumores, diabetes, doenças infecciosas, doença inflamatória intestinal, artrite, alergias, entre outras. 

Já o excesso é capaz de ocasionar náuseas, vômitos, fraqueza, hipertensão arterial e aumento nos níveis de cálcio, sobrecarregando os rins. Portanto, equilíbrio é a palavra-chave.

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Dena Santos

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