A propagação de fake news durante as eleições intensificam-se com a chegada do primeiro dia de votação. Para esclarecer as dúvidas dos eleitores, o Confere.ai reuniu algumas informações sobre as eleições de 2022.

Confira abaixo o que é verdadeiro e falso sobre os temas que abrangem as eleições.

Urnas não são auditáveis nem confiáveis (Falso)

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral , nunca foram identificadas fraudes nas urnas. Os equipamentos passam por diversas auditorias. Confira algumas delas:

– Hashes, ou resumos digitais, são emitidos em cada eleição e permitem aos partidos políticos e o Ministério Público verificarem se os arquivos presentes nas urnas são os mesmos que foram lacrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

– Após a conclusão da votação, as urnas imprimem um ‘Boletim de Urna’, que possui todos os detalhes colhidos pela máquina. O documento é fixado nas portas para que os eleitores possam verificar.

– A assinatura digital serve para verificar a integridade e autenticidade do arquivo digital gerado pelo TSE. As urnas cadastram as informações em log, permitindo que estas sejam verificadas nas atas das seções eleitorais.

– O Registro Digital de Voto é uma tabela digital que guarda as informações e permite a recuperação dos votos para recontagem.

Eleitor pode ser preso caso entre com celular na cabine de eleitor (Verdadeiro)

A proibição do uso de aparelhos celulares nas cabines de votação está prevista na legislação desde 2009. Na hora de votar, o eleitor deverá deixar o celular com os mesários juntamente com o documento de identificação.

Caso o eleitor se recuse a deixar o aparelho com os mesários, ele não poderá votar, e a polícia será acionada.

Se o eleitor não votar, pode perder o título (Falso)

O eleitor terá seu título cancelado apenas se não votar, não justificar a ausência e nem pagar a multa em três eleições consecutivas. Vale salientar que o 1º e 2º turno são considerados duas eleições.

Voto branco e nulo não são válidos (Verdadeiro)

Os votos brancos e nulos não são considerados válidos. Segundo o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco significa que o eleitor não se sente representado por nenhum candidato.

Para votar em branco basta clicar na tecla “branco” e confirmar em seguida.

Já o voto nulo é entendido como aquele em que o eleitor expressa sua vontade de anular o voto. Para anular o voto, basta digitar um número não cadastrado nas urnas, como “00” e confirmar.

Mesários possuem preferência na hora da votação (Falso)

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, os eleitores com prioridade na hora da votação são: candidatos, Juízas e juízes eleitorais e seus auxiliares, servidores da Justiça Eleitoral, promotores eleitorais, policiais militares em serviço e pessoas com 60 anos ou mais, enfermas, obesas, gestantes, lactantes, com criança de colo, com deficiência ou mobilidade reduzida bem como quem as acompanha.

Qualquer pessoa pode ser mesária (Falso)

Nem todos os eleitores podem atuar como mesários, entre eles os menores de 18 anos, policiais, membros de diretórios de partido político, funcionários de cargo de confiança do Poder Executivo, candidatos e seus parentes, e aqueles que pertencem ao serviço eleitoral.

Os votos são apurados em uma sala secreta do TSE (Falso)

O computador responsável pelas apurações não fica em uma sala secreta, mas sim em uma sala protegida, chamada sala-cofre. Os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não acompanham a votação desta sala.

O espaço onde os técnicos ficam é aberto para fiscalizadores, entre eles o Ministério Público, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), os partidos políticos e a Polícia Federal.

Segundo o TSE, a sala-cofre é uma câmara que conta com um sofisticado sistema de segurança que garante o isolamento dos programas.

Fonte: JC

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